Nesta categoria destacamos
os veículos eléctricos de curto alcance
(neighbourhood electrical vehicles) e os urbanos. A
diferença entre eles prende-se com a categoria
burocrática a que pertencem e consequentemente
o seu enquadramento legal. Falamos dos primeiros quando
nos referimos aos carros dos campos de golfe, carros
de malas e sinalização nos aeroportos
– basicamente têm velocidades de 30 a 40
km/h e só podem ser utilizados em estradas com
limites inferiores de velocidade correspondentes.
Em termos empresariais e atendendo à subida dos
preços do petróleo, torna-se um excelente
investimento apostar nestes veículos para entregas,
deslocações dentro de faculdades, parques
industriais e empresariais ou mesmo em pequenas zonas.
Os veículos eléctricos urbanos têm
velocidades da ordem dos 100 km/h e alguns podem já
ser testados nas mesmas plataformas que os veículos
convencionais e com os mesmos standards. A sua autonomia
ronda os 80 km e ajustam-se assim a deslocações
nos centros das cidades. Nos Estados Unidos existem
propostas para requisitos mínimos com vista a
certificar estes veículos, tais como acelerações
mínimas – dos 0 aos 45 km/h em 8.5 s –
a autonomia mínima de 45 km, já que os
padrões actuais são por vezes de difícil
aplicação a este tipo de veículos.
Não há dúvidas relativamente ao
benefício do uso deste tipo de carros a nível
mundial, já que a redução do ruído
e poluição nas cidades a par da poupança
em combustíveis fósseis seriam por si
só motivos mais que suficientes para fomentar
o seu uso. A semelhança das bicicletas de uso
citadino (“bugas” em Aveiro, por exemplo)
podíamos ter carros eléctricos em que
se pagaria o seu consumo e permitiria pequenas deslocações
à medida das necessidades de cada cidadão
e ao chegar ao destino seriam deixados para o próximo
utilizador (situação óptima para
ir às compras!). Aconselhamos a consulta do site
www.swedetrack.com que transmite uma ideia bastante
interessante (e algo ambiciosa) para resolver o problema
da autonomia dos veículos eléctricos. |