A Eficiência Energética nos Edifícios,
esta relacionada directamente com a Utilização
Racional da Energia (URE), no entanto, devido a sua
especificidade e abrangência, é lhe dedicado
aqui uma área exclusiva de conteúdos.
É possível distinguir dois sectores
de análise: o sector doméstico e o sector
de serviços.
De acordo com dados da início da década
de 2000, existem em Portugal mais de 3,3 milhões
de edifícios, que representavam cerca de 22%
do consumo em energia final (residencial com 13% e
os serviços com 9%).
Sector Doméstico
No sector residencial doméstico, o aumento
do conforto e da taxa de posse de equipamentos consumidores
de energia, situou o crescimento médio anual
dos consumos energéticos em edifícios
de habitação em 3,7% (dados do início
da década 2000). Os 13% em energia final deste
sector, representam no entanto 27% dos consumos de electricidade
em Portugal, evidenciando a importância desta
fonte de energia no sector doméstico.
A análise global da distribuição
dos consumos energéticos do sector doméstico
em termos de energia final revela, ainda, o seguinte:
- 50% são consumos na confecção
de alimentos e nos aquecimentos das águas sanitárias
(AQS).
- 25% em iluminação e electrodomésticos.
- 25% aquecimento e arrefecimento.
Estes números evidenciam o pesso
significativo dos consumos no aquecimento das AQS, assim
como os consumos com base em energia eléctrica,
traduzindo a necessidade de actuar nestas duas vertentes
com medidas de URE. O vector da climatização
representa apenas 25%, mas com uma taxa de crescimento
elevada, devido a maior exigência no conforto
térmico. O aquecimento e arrefecimento representam
uma terceira vertente de intervenção,
a qual deverá ser acautelada através do
RCCTE.
Sector Serviços
Na última década o sector dos edifícios
de serviços foi um dos que mais cresceu em consumos
energéticos, cerca de 7,1%. Este sector é
um dos principais responsáveis pelo acentuado
crescimento do consumo em energia eléctrica,
que entre os anos 1980 e 1999 aumentou de 19% para 31%.
Existe uma grande heterogeneidade no sector dos serviços,
que vai desde pequena loja até um grande hotel
ou grande superfície, assim como, dentro da mesma
categoria, existem unidades eficientes e outras grandes
consumidoras de energia.
Tendo em conta esta diferenciação, é
necessário separar o sector em tipos de edifícios,
dos quais os mais significativos (em termos de consumes
específicos), são os restaurantes, hotéis,
hipermercados, supermercados, piscinas, hospitais e
escritórios.
Neste sector o tipo de edifício que apresenta
um maior consumo especifico em energia é do “restaurante”,
com valores perto dos 800 kWh/m2 (fonte DGE 2002). Piscinas
e Hipermercados, seguem-se na lista com perto de 460
kWh/m2 e 320 kWh/m2 respectivamente.
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